terça-feira, 28 de agosto de 2012

Inconsciente e Facebook

observando...

Interessante: As postagens que se vê no facebook demonstram, muitas vezes, o "estado mental" de quem publica...

É fácil perceber o que muitas pessoas estão pensando ou sentindo. Raiva, mágoa, tristeza, ira, decepção, angústia, revolta, felicidade, alegria, amor, dentre tantos...

Este comentário é apenas para que observem, no sentido de "focar no que desejam".
Vamos potencializar o amor, a paz e harmonia. Com isso, criaremos dias melhores, para todos, pois o estado de alegria/felicidade contagia quem está perto e todo o ambiente.
Não adiante se mostrar belos, equilibrados e como "ponto de luz" num mundo virtual. Títulos não quer dizer nada. O seu íntimo não mente para você. O que vale é na prática, no cotidiano, no momento do desafio.

Não importa a crença... o AMOR é livre e ele está em cada um de nós.
Apenas manifeste ele (em você) no seu cotidiano... e perante desafios, potencialize para ajudar a si mesmo e quem está em conflito. Lembrando que, se você é quem está em conflito, utilize também dos 3 (três) ingredientes mágicos: Amor, Paz e Harmonia.

Sendo assim, tudo está bem... e ficará melhor.

Força nós temos... apenas "conhece-te a ti mesmo e conhecerás o universo e os deuses" - Sócrates

Vamos?....

fui........

Fabio Ibrahim El Khoury

Participe: www.facebook.com/autoconhecimento1

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*apenas um comentário

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Aceitação



 


Aceitação

Não queira se mostrar para os outros o que você não é. Nem ao menos, fazer com que te vejam como você quer ser visto.
Pare de usar máscaras. Pare com a vaidade. Você já é perfeito(a) por dentro.
Não faça esforços para a qual não lhe agrega nada, além de constrangimento, sofrimento e tempo perdido.
Não viva pensando no que os outros pensam sobre você.
Faça algo que venha de dentro, do íntimo, com amor e carinho - pois tudo retorna.
Não mensure forças para mudar para melhor. Use essa vontade e ação em seu favor!
Seja você na sua integridade, aceitando quem você é.
E os outros?... São reflexos de nós mesmos!

Então, vai continuar assim?

Já imaginou que ser lindo pode estar se escondendo por trás da máscara?

Mudar é crescer como Ser... e só se tem a ganhar.


Fábio Ibrahim El Khoury

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quinta-feira, 26 de julho de 2012

A VERDADE E A PARÁBOLA

(CONTO JUDAICO)
  

         Um dia, a Verdade decidiu visitar os homens, sem roupas e sem adornos, tão nua como seu próprio nome.

         E todos que a viam lhe viravam as costas de vergonha ou de medo, e ninguém lhe dava as boas-vindas.

         Assim, a Verdade percorria os confins da Terra, criticada, rejeitada e desprezada.

         Uma tarde, muito desconsolada e triste, encontrou a Parábola, que passeava alegremente, trajando um belo vestido e muito elegante.

         — Verdade, por que você está tão abatida? — perguntou a Parábola.

         — Porque devo ser muito feia e antipática, já que os homens me evitam tanto! — respondeu a amargurada Verdade.

         — Que disparate! — Sorriu a Parábola. — Não é por isso que os homens evitam você. Tome. Vista algumas das minhas roupas e veja o que acontece.

         Então, a Verdade pôs algumas das lindas vestes da Parábola, e, de repente, por toda parte onde passava era bem-vinda e festejada.
    

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         Os seres humanos não gostam de encarar a Verdade sem adornos. Eles preferem-na disfarçada.

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quarta-feira, 18 de julho de 2012

O Prazer e a Felicidade

Olá pessoal, que a paz esteja ao máximo reinando em seus dias.
Hoje estou reproduzindo, no velho modo "Ctrl C  e  Ctrl V" um texto que acabara de ler, da publicação de Arnaldo Jabor.
Diante o momento que estamos vivendo, intenso em todos os campos, aspectos, vale dar uma lida no conteúdo ''abaixo'' e por essa razão resolvi compartilhar com vocês.

Muita paz, luz e harmonia.
Fábio


Arnaldo Jabor - O Estado de S.Paulo


Eu escrevia um artigo sobre a felicidade como obrigação do mercado, quando li o texto de Contardo Calligaris na Folha, que citava uma pesquisa sobre o tema, chamada "Procurar a felicidade pode fazer as pessoas felizes?".


Diz um trecho da pesquisa: "Espera-se que aqueles que buscam a felicidade alcancem resultados benéficos. Não necessariamente (diz a pesquisa) porque quanto mais valorizam a felicidade, mais poderão se decepcionar."


Eu penso: que felicidade? A de ontem ou a de hoje?


Antigamente, a felicidade era uma missão a ser cumprida, a conquista de algo maior que nos coroasse de louros; a felicidade demandava "sacrifícios".


Hoje, o mercado demanda uma felicidade dinâmica e incessante, como uma "fast-food" da alma. O mundo veloz da internet, do celular, do mercado financeiro nos obriga a uma gincana contra a morte ou velhice. Ser deprimido não é mais "comercial". É impossível ser feliz como nos anúncios de margarina, é impossível ser sexy como nos comerciais de cerveja.


A felicidade hoje é "não" ver. Felicidade é uma lista de negações. Não ter câncer, não ler jornal, não olhar os mendigos na rua, não ter coração. A felicidade é ter bom funcionamento. Há décadas, McLuhan falou que os meios de comunicação são extensões de nossos braços, olhos e ouvidos. Hoje, nós é que somos extensões das coisas. Fulano é a extensão de um banco, sicrano comporta-se como um celular, beltrana rebola feito um liquidificador.


Felicidade é ser desejado, é entrar num circuito comercial de sorrisos e festas e virar um objeto de consumo.


Sem a promessa de eternidade, tudo vira uma aventura. Em vez da felicidade, temos o gozo rápido do sexo em vez do longo sofrimento gozoso do amor.


O amor hoje é o cultivo da "intensidade" contra a "eternidade". Aí, a dor vem como prazer, a saudade como excitação, o instante como eterno.


Por isso, perdemos esperanças de plenitude e celebramos sonhos efêmeros. Bem - dirão vocês - resta-nos o amor... Mas, onde anda hoje em dia, esta pulsão chamada "amor"? O amor não tem mais porto, não tem onde ancorar, não tem mais a família nuclear para se abrigar. O amor ficou pelas ruas, em busca de objeto, esfarrapado, sem rumo. Não temos mais músicas românticas, nem "olhos de ressaca", nem o formicida com guaraná. É o fim do "happy end". Mas, mesmo assim, continuamos ansiando por uma felicidade impalpável.


Por isso, em vez da felicidade, cresce o império do prazer.


Mas o prazer pode nos dar culpa e a culpa pode dar prazer. Os masoquistas sabem disso: todo prazer será castigado. O prazer deixa muito a desejar, o prazer nos deixa insatisfeitos porque acaba logo. O prazer sempre demanda mais prazer, orgias mais perversas, drogas mais alucinantes. O prazer não quer ter fim. A felicidade é analógica e o prazer digital. A felicidade ficou chata, tem de ser administrada, e é feita também de sofrimentos e dúvidas. O prazer não; pega, mata e come. As caras das revistas ostentam uma gargalhada eterna. O prazer quer botar o mundo para dentro, sugar, comer a vida como um pudim, pela boca, por todos os buracos. Prazer é "cool". Felicidade é careta.


Mas o prazer (infelizmente) precisa da proibição. Antigamente, tínhamos pecados perfumando os prazeres, mas hoje ficou tudo no instante pleno, principalmente no sexo, para substituir frustrações políticas e sociais.


Nosso prazer anda muito exclusivista; o chamado "outro" não passa de um pretexto para nosso narcisismo masturbatório.


Aliás, o vício solitário é bem seguro. A punheta é onisciente e gira em todas as direções, é um caleidoscópio de mulheres ou de homens. Não me refiro à mera "coça na miúda", nem no "estrangulamento do pele-vermelha", mas à masturbação na alma, ao narcisismo de seres perdidos num deserto de possibilidades sem-fim. Em meio a tanta liberdade, nunca fomos tão solitários. A masturbação existe até no grande amor romântico, onde os dois narcisismos se beijam, se arranham, mas não se comunicam. Cada vez mais o parcial, o fortuito é gozoso. Só o parcial nos excita. Temos de parar de sofrer por uma plenitude que nunca alcançamos.


Não há mais "todo"; só partes. Não se chega a lugar nenhum porque não há onde chegar. A felicidade não é sair do mundo, como privilegiados seres, como estrelas de cinema, mas é entrar em contato com a falta de sentido de tudo. Usamos uma máscara sorridente, um disfarce para nos proteger desse abismo. Mas esse abismo é nossa salvação. A aceitação do incompleto é um chamado à vida. Temos de ser felizes sem esperança.


Mas aí, dirá o leitor mais sábio e, talvez, mais velho: "Sim, mas e a contemplação calma da natureza, os lagos dourados, as flores e as crianças correndo, e as auroras, os céus estrelados? E a arte? Isso não é prazer?" Sim, sim, mas por trás dessa calma contemplação de auroras e belezas, florestas e oceanos, há um ensaio para o fim, há o preparo para o maior prazer de todos, há a saudade oculta de algo que está mais além da vida, ou antes dela. Entre flores e lagos dourados contemplamos nosso fim. É uma saudade não sabemos de quê...


É um prazer além do prazer (v. Freud), é o prazer da matéria. A matéria quer paz. Nós somos um transtorno para a matéria que quer voltar a seu silêncio. A vida e o prazer enchem o saco da matéria que é obrigada a nos suportar. A matéria olha nossos arroubos de vida e espera pacientemente que acabe a valentia para voltarmos ao prado, à grama, à terra, ao sossego da tumba. Mais além do princípio do prazer, está a invencível vontade de morrer. Somos sonhados pela matéria da qual somos apenas um tremor, um despautério, uma agitação banal. A matéria nos sonha com tanta perfeição que pensamos que temos espírito.


O prazer da matéria é paciente. Só sentiremos um grande prazer quando não estivermos mais presentes.


segunda-feira, 21 de maio de 2012

Reflexão: O Círculo dos 99

O Círculo dos 99 (metáfora)

Você quer ser Rico? Então leia o Círculo dos 99!
Você quer ser Feliz? Então não leia não...
É muito comprida a história.




Era uma vez um Rei muito triste que tinha um pajem que, como todo pajem de um Rei triste, era muito feliz...
Todas as manhãs, o pajem chegava com o desjejum do seu Amo, sempre rindo e cantarolando alegres canções... o sorriso sempre desenhado em seu rosto, e a atitude para com a vida sempre serena e alegre...
Um dia o Rei mandou chamá-lo:
- Pajem - perguntou o Rei - qual é o seu segredo?
- Qual segredo, Majestade?
- Qual o segredo da sua alegria?
- Não existe nenhum segredo...
- Não minta, pajem... bem sabe que já mandei cortar muitas cabeças por ofensas menores do que a sua mentira!
- Mas não estou mentindo! Não guardo nenhum segredo.  
- E por que você está sempre alegre e feliz?
- Majestade, eu não tenho razões para estar triste: muito me honra servir a Vossa Majestade,  tenho minha esposa e meus filhos, e vivemos na casa que a Corte nos concedeu; somos vestidos e alimentados e sempre recebo algumas moedas de prata para satisfazer alguns gostos... Como não estar feliz?
- Se você não me disser agora mesmo qual é o seu segredo, mandarei decapitá-lo - disse o Rei. - Ninguém pode ser feliz por essas razões que você me deu!
- Mas, Majestade, não há nenhum segredo... Nada me satisfaria mais do que sanar a vossa curiosidade, mas realmente não há nada que eu esteja escondendo.
- Vá embora daqui, antes que eu chame os guardas!
O pajem  sorriu, fez a habitual reverência e deixou o Rei em seus pensamentos.
O Rei estava como louco. Não entendia como o pajem poderia ser feliz vivendo em uma casa que não lhe pertencia, usando roupas de terceira mão e se alimentando dos restos dos cortesãos.
Quando se acalmou, mandou chamar o mais sábio de seus conselheiros e lhe contou a conversa que tivera com o pajem, pela manhã.
- Sábio, por que ele é feliz?
- Majestade, o que acontece é que ele está fora do Círculo...
- Fora do Círculo?
-  Sim.
- E é isso o que faz dele uma pessoa feliz?
- Não. Isso é o que não o faz infeliz...
- Vejamos se entendo: estar no Círculo sempre nos faz infelizes?
- Exato.
- E como ele saiu desse tal Círculo?
- Ele nunca entrou.
- Nunca entrou? Mas que Círculo é esse?
- É o Círculo dos 99...
- Realmente não entendo nada do que você me diz.
- A única maneira para que Vossa Majestade entenda seria mostrando pelos fatos.
- Como?
- Fazendo com que ele entre no Círculo.
- Isso! Então o obrigarei a entrar!
- Não, Majestade, ninguém pode ser obrigado a entrar...
- Então teremos que enganá-lo.
- Não será necessário... se lhe dermos a oportunidade, ele entrará por si mesmo.
- Por si mesmo? Mas ele não notará que isso acarretará sua infelicidade?
- Sim, mas mesmo assim entrará... Não poderá evitar!
- Ele saberá que isso será o passo para a infelicidade e mesmo assim entrará?
- Sim. Vossa Majestade está disposto a perder um excelente pajem, para compreender a estrutura do Círculo?
- Sim.
- Então, nesta noite, prepare uma bolsa de couro com 99 moedas de ouro. Mas devem ser exatas 99, nem uma a mais, nem uma a menos.
- O que mais? Devo levar escolta para proteger-nos?
- Nada mais do que a bolsa de couro...
- Então vá. Vemo-nos à noite.
Assim foi...
Nessa noite, o sábio buscou o Rei e juntos foram até os pátios do Palácio. Esconderam-se próximo à casa do pajem, e lá aguardaram o primeiro sinal.
Quando dentro da casa se acendeu a primeira vela, o sábio pegou a bolsa de couro e junto a ela atou um papel que dizia: "Este tesouro é teu. É o prêmio por seres um bom homem. Aproveita e não conta a ninguém como encontraste esta bolsa".
Logo deixou a bolsa com o bilhete na porta da pajem. Bateu uma vez e correu para esconder-se. Quando o pajem abriu a porta, o sábio e o Rei espiavam por entre as árvores. O pajem viu o embrulho, olhou para os lados, leu o papel, agitou a bolsa e, ao escutar o som metálico, estremeceu dos pés à cabeça, apertou a bolsa contra o peito e rapidamente entrou em casa.
O Rei e o sábio aproximaram-se da janela para presenciar a cena.
O pajem havia despejado todo o conteúdo da bolsa sobre a mesa, deixando somente a vela para iluminar. Seus olhos não podiam crer no que estavam vendo...
Era uma montanha de moedas de ouro!
Ele, que nunca havia tocado em uma dessas, de repente tinha um monte delas...
Ele as tocava e amontoava, acariciava e fazia brilhar à luz da vela. Juntava e esparramava, fazendo pilhas...
E assim, brincando, começou a fazer pilhas de 10 moedas. Uma, duas, três, 4, 5.... e, enquanto isso, somava 10, 20, 30, 40, 50... até que formou a última pilha... 99 moedas?
Seu olhar percorreu a mesa primeiro, buscando uma moeda a mais, logo o chão e finalmente a bolsa. "Não pode ser" – pensou.
Pôs a última pilha ao lado das outras 9 e notou que realmente esta era mais baixa.
- Me roubaram! Me roubaram! – gritou.
Uma vez mais procurou por todos os cantos, mas não encontrou o que achava estar faltando....
Sobre a mesa, como que zombando dele, uma montanha resplandecia, fazendo-o lembrar-se de que havia SOMENTE 99 moedas. "99 moedas... é muito dinheiro, mas falta uma... 99 não é um número completo. 100 é, mas 99 não..."
O Rei e o sábio espiavam pela janela e viam que a cara do pajem já não era mais a mesma: ele estava com as sobrancelhas franzidas, a testa enrugada, os olhos pequenos e o olhar perdido... sua boca era uma enorme fenda, por onde apareciam os dentes que rangiam...
O pajem guardou as moedas na bolsa, jogou o papel na lareira e, olhando para todos os lados e constatando que ninguém havia presenciado a cena, escondeu a bolsa por entre a lenha. Pegou papel e pena e sentou-se a calcular. Quanto tempo teria que economizar para poder obter a moeda de número 100?
O tempo todo o pajem falava em voz alta, sozinho... Estava disposto a trabalhar duro até conseguir. Depois, quem sabe, não precisaria mais trabalhar... com 100 moedas de ouro ninguém precisa trabalhar.
Finalizou os cálculos. Se trabalhasse e economizasse seu salário e mais algum extra que recebesse, em 11 ou 12 anos conseguiria o necessário para comprar a última moeda.
"Mas 12 anos é tempo demais... Se eu pedisse à minha esposa que procurasse um emprego no vilarejo, e se eu mesmo trabalhasse à noite, em 7 anos conseguiríamos" -  concluiu, depois de refazer os cálculos. - "Mesmo sendo muito tempo, é isso que teremos que fazer..."
O Rei e o sábio voltaram ao Palácio.
Finalmente, o pajem havia entrado para o Círculo dos 99!!!
Durante os meses seguintes, o pajem seguiu seus planos, conforme havia decidido naquela noite.
Numa manhã, entrou nos aposentos reais com passos fortes, batendo nas portas, rangendo dentes e bufando, com todo o mau humor típico dos últimos tempos...
- O que lhe acontece, pajem? - perguntou o Rei de bom grado.
- Nada, não acontece nada...
- Antigamente, não faz muito, você ria e cantava o tempo todo...
- Faço ou não o meu trabalho? O que Vossa Majestade espera? Que, além de pajem, eu seja obrigado a estar sempre bem, porque assim o deseja?
Não se passou muito tempo, e o Rei despediu o seu pajem. Afinal, não era nada agradável para um Rei triste ter um pajem mal-humorado o tempo todo...


Fomos educados assim. Sempre falta algo para estarmos completos, e somente completos podemos ser felizes... Como sempre falta algo, nunca se pode desfrutar plenamente a vida... Mas o que aconteceria se nos déssemos conta, assim, de repente, de que nossas 99 moedas são os nossos 100%? De que nada nos faz falta? De que ninguém tomou aquilo que é nosso? De que não se é mais feliz  por ter 100 e não 99 moedas? De que tudo é uma armadilha posta à nossa frente, para que estejamos sempre cansados, mal-humorados, desanimados, infelizes? Quantas coisas mudariam, se pudéssemos desfrutar nosso tesouro tal como é!!!


(Autor Desconhecido)

postado por Fábio

domingo, 13 de maio de 2012

A luz como verdade


"A evolução do humano está na arte de saber
compreender os que ainda estão passando por ela"
(Fábio Ibrahim El Khoury)


Cresci sendo influenciado por fatores externos. Na verdade, tais "influências" me moldaram ao longo da vida. Hoje, após perceber o que era aquilo tudo, começo a compreender o tamanho do trabalho que tenho pela frente. Digo isso "por mim", mas imagino a imensurável estrada que a humanidade terá que percorrer, principalmente no fator "crenças", o qual automatiza o nosso comportamento. Rever as próprias crenças não é nada fácil, mas o pior é deixar de fazer simplesmente pelo comodismo, na qual nos tornamos cegos de nós mesmos. Não digo isso por deixar de pensar ou olhar além da Terra, mas sim, por não nos remetermos ao nosso interior - onde tudo está.

A verdade sempre esteve presente na humanidade e nós somos os únicos responsáveis por tudo a nossa volta, pois sempre foi cômodo deixarmos que outros pensassem por todos nós.

O autoconhecimento é o fator chave que permite despertarmos para a imensidão de quem somos, deixando de ser – fingir - o que na verdade não somos.

Já é chegado o momento em que saberemos, individualmente, quem realmente somos e o nosso verdadeiro potencial diante do cosmo.

Não precisamos nos gabar ou inflar o ego, achando ser melhor que os outros. Pelo contrário, não somos superiores ou inferiores a qualquer forma de vida no universo, seja humana ou não.  O fato é que não podemos violar o direito que todos têm de evoluir, pela simples justificativa de não termos a compreensão de sua linguagem ou entendimento.

No universo, onde tudo é criação divina, não há certo ou errado, bom ou mau. Esses são apenas posicionamentos que assumimos diante de uma crença que temos.

Aceitar e deixar fluir são pontos primordiais para a manifestação do amor em nossas vidas. Somente através do amor é que seremos capazes de perdoar e libertar a nós mesmos e aos outros, para que possamos receber todas as experiências como ensinamentos para o nosso crescimento.


“Pelo AMOR, tudo é possível...
Até mesmo o inimaginável”


Fábio  Ibrahim El Khoury



"para reflexão"
 

 "Ó homem, conhece-te a ti mesmo e conhecerás o Universo e os Deuses."
(Sócrates)

sábado, 12 de maio de 2012

Viver é muito bom!


Viver é bom. Estar no mundo da matéria é maravilhoso. Muitas pessoas, por não crerem no mundo imaterial ou por não buscarem maiores conhecimentos acerca da sua verdadeira origem, guardam, inconscientemente, uma revolta ou melancolia por terem que viver presos num corpo material, suportando as provas da terceira dimensão.

Eu mesmo já identifiquei isto, durante minhas incansáveis buscas. Percebi que tinha uma profunda “raiva” do mundo, pois não queria ter nascido. Chorei muito quando rememorei os fatos que envolviam este sentimento. Pedi perdão a Deus pela minha revolta, com profundo arrependimento, e agradeci por estar viva. Hoje, mesmo sabendo que o caminho é longo, aprendi a amar e respeitar as pessoas, animais, vegetais e minerais, pois todos somos manifestações de Deus Absoluto na Terra.

Lendo o livro “O Mago de Strovolos”, de Kyriacos C. Markides, que conta a história de Daskalos e de seus ensinamentos e curas espirituais, eu consegui entender melhor o que sinto. O autor escreveu este livro a partir de uma profunda pesquisa de campo realizada durante sua convivência como discípulo deste mestre.
Durante umas das inúmeras conversas que compuserem esta maravilhosa obra, Kyriacos perguntou a Daskalos sobre a diferença entre existência e o estado de Ser.

Mestres dos Magos
O mestre explica que todos somos Mônadas Sagradas, almas, antes de podermos existir, e que adquirimos a existência quando passamos pela Ideia do Homem. Ele diz ao seu aprendiz que, como entidades eternas, nós simplesmente somos e sempre fomos e que, através dos ciclos da existência, devemos desenvolver nossa autoconsciência.

Ficou claro para Kyriacos que o ato de ser é a realidade, enquanto a existência refere-se ao mundo dos fenômenos, os quais incluem os mundos de matéria densa, o psíquico e o noético – não entrarei em detalhes sobre isso neste post, para não perdermos o foco. O importante é que, se desejarmos entrar na realidade, teremos que transcender a existência e recuar para o ato de ser, ou seja, para uma forma de não existência.

Mas o mais interessante nesta conversa entre mestre e discípulo, é quando o mestre fala sobre sua experiência pessoal em que conseguiu, com a ajuda de seus próprios mestres, transcender a matéria e experimentar o estado de ser.

O que ele relata é incrível, pois explica que, mesmo experimentando um estado de plenitude e felicidade, há algo que o impele a voltar, pois é da natureza do estado de ser refletir a si próprio. Veja abaixo um trecho do livro:

Ao entrar para o interior de mim mesmo, que do ponto de vista humano é o nada, e do ponto de vista do estado de ser é plenitude, sei que é da minha natureza reentrar no mundo da matéria. Estou falando baseado estritamente na minha experiência pessoal. Imaginemos que alguém me pergunte: “Onde prefere estar, na plenitude do ser não concebido, onde achamos o que chamamos de felicidade, ou dentro das provações e tribulações da existência fenomênica?”. Acredite-me, se tiver uma pessoa amada perto de mim, em cujos olhos eu possa olhar, de quem eu possa sentir o perfume e acariciar os pés, eu diria que prefiro isso. Chame a isso de fraqueza ou do que quiser, ainda assim é um atributo do nosso estado de ser e não da nossa existência. Talvez esta seja a mesma ânsia que, dentro do próprio Estado de Ser Absoluto, propicie a criação dos mundos: tocar e acariciar amorosamente, com os raios do seu Sol, até as águas mais turvas e estagnadas.

Daskalos complementa que “o mundo material, com todos os seus tormentos e imperfeições, é lindo!”.

Vale citar a história que Kyriacos conta, ao refletir sobre o que acabou de ouvir em relação aos anseios terrenos de Daskalos, sobre um grande mestre zen:

Toda a sua vida ele pregara a falta de importância e a natureza ilusória do mundo material. Quando estava para morrer, seus discípulos se reuniram à volta de seu leito de morte para ouvir algumas sábias palavras finais. A única coisa que ele disse foi: “Quero viver, quero viver.” Seus adeptos ficaram desapontados. “Mas mestre, como pode dizer isso?”, protestaram eles. “Realmente... realmente eu quero viver”, repetiu ele e fechou os olhos. Esta foi a última lição do mestre.

Tudo isso me faz entender como é maravilhoso viver neste mundo, apesar de ter consciência de que a felicidade plena está somente no estado de Ser, no eterno. A meditação, o relaxamento, o apreciar da natureza e todas as suas formas, são maneiras de, mesmo estando na matéria, podermos acessar a Fonte de tudo que é, o Absoluto, Deus. Essas práticas nos ajudam a desenvolver a gratidão por tudo que somos.

Para finalizar, cito uma frase do livro “A Última Grande Lição”, de Mitch Albom, que conta a história de Morrie, seu professor, que sofre de uma doença terminal: 

“Todo mundo sabe que vai morrer, mas ninguém acredita”.

Sabemos que a morte não existe e que este fenômeno é somente uma transição.

Mas somente quando entendermos o que isto realmente significa, é que poderemos afirmar com alegria que sabemos o que é existir.


Lê Kobus

terça-feira, 24 de abril de 2012

A hora certa de falar


Sabe aquele "clique" que temos um dia: "quero mudar" ou "tem algo errado por aqui", que faz com que comecemos uma Busca por Respostas para perguntas que nem sabemos quais são?

Depois deste "clique", o que normalmente ocorre é que passamos a dedicar parte do nosso tempo ao desenvolvimento interior, permitindo-nos evoluir gradativamente. Muitos buscam as religiões, outros procuram tratamentos ligados à psicologia convencional e outros tantos preferem as terapias alternativas, oferecidas por profissionais holísticos. É comum incluirmos nesta jornada muita leitura, pesquisa e, principalmente, troca de ideias com pessoas que também estão "questionando algo em sua vida", pois semelhante atrai semelhante.
 
E no anseio de transmitir o que estamos aprendendo, é comum atrairmos para junto de nós pessoas que iniciaram sua busca há menos tempo e que, sob nossa ótica, ainda estão com uma visão distorcida da realidade. Porém, é um erro pensar que, só porque adquirimos certo grau de compreensão, saberemos julgar quando alguém "está sofrendo" e precisando de nossa ajuda, pois mesmo que ela converse conosco sobre suas dúvidas ou medos, nem sempre estará realmente disposta, naquele momento, a mexer com suas crenças.

Temos que ter muito cuidado ao expressar nossa opinião, pois o caminho do autoconhecimento é individual e único. Ao escolhermos entrar no processo de "ajudar o outro", podemos até trazer algum benefício para a vida desta pessoa e inclusive da nossa, mas o contrário é muito comum de acontecer.

Ao opinar, podemos interferir na vida da outra pessoa de forma equivocada, ofendê-la, afastá-la de nós ou até mesmo perder sua amizade. Se ainda não soubermos fazer isso de forma imparcial, como um terapeuta, por exemplo, podemos absorver vibrações negativas, trazendo desequilíbrio para as nossas emoções. Podemos, ainda, nos frustrar ao perceber que aquela pessoa não está perceptiva para fazer uso das ferramentas que estão disponíveis, por mais que tentemos orientá-la.

Isso porque, se as pessoas sofrem, elas não pedem simplesmente a nossa opinião, elas tomam uma atitude. Basta olharmos para traz e relembrarmos nossa trajetória. Com certeza vamos perceber que não ficamos parados achando que o conhecimento adquirido bastaria para evoluirmos, mas, sim, aplicamos o que aprendemos.

Então, para não sermos indelicados com quem nos procura, dizendo que seria mais prudente não interferirmos na sua vida, podemos simplesmente silenciar nosso ego – deixando de lado nossa razão e nossas experiências – e, com discernimento e imparcialidade, procurar despertar nesta pessoa a percepção de que todas as respostas estão nela e que tudo que ela quer de melhor só depende dela e de seus pensamentos. Temos que somente acender uma luz, dar um “toque” ou uma “pista”, para que ela mesma encontre a solução para suas questões, por meio de uma profunda reflexão interior.

Sendo assim, estaremos ajudando de forma equilibrada, sem influenciar nas decisões e sem interferir na vida desta pessoa, além de evitar que, por descuido, sejamos envolvidos pelas suas emoções.

Lê Kobus


segunda-feira, 16 de abril de 2012

EFT - Um caminho para despertar

A EFT - Emotional Freedom Techniques (Técnica de Libertação Emocional) é umas das terapias mais eficazes e rápidas para eliminar bloqueios que possam estar impedindo você de encontrar as respostas que tanto procura.

Lembre-se: as respostas estão disponíveis, mas é preciso pedir e estar "vazio" para deixar um novo conhecimento entrar na sua mente e no seu coração.

Veja o depoimento abaixo, citado no site www.eftbr.com.br, do André Lima, referência no Brasil como praticante, terapeuta e instrutor de EFT:


Fim de anos de depressão

Chegou um momento da minha vida em que disse a mim mesmo: Basta de tantos anos de psicoterapia, psicanálise e psiquiatria! Não faz sentido gastar mais de 15 anos em esforços e recursos, sem dar cabo definitivo de meu sofrimento intenso, a depressão recorrente. E os remédios... ajudam, mas não resolvem!
Então fui à busca de novas alternativas.
Em uma palestra sobre budismo, encontrei um velho amigo e falei-lhe do problema. Recomendou-me uma terapeuta holística de grande experiência e conhecimento. Dentre as alternativas de que ela dispunha, recomendou-me a EFT. Fizemos uma primeira sessão e o resultado foi impressionante, palpável. Percebi que eu era “um poço de ressentimentos” não resolvidos. E tão somente consciente deles, devido à psicologia. Ela sugeriu-me aprender a técnica de EFT e fazer uma faxina em mim mesmo.
Estudei os princípios básicos no manual (grátis) do André Lima. Gostei! Fiz o primeiro curso on-line e coloquei em prática diária a tal faxina recomendada por minha terapeuta.
Ao cabo de três semanas, após anos acamado por depressão, já estava de pé com sede de vida social, afetiva e profissional. Claro que o processo não é milagroso a ponto de se reconstituir toda uma estrutura perdida, através de anos incapacitado, em tão pouco tempo. O mais importante foi que, pela primeira vez, senti ânimo e esperança numa recuperação consistente, eficaz e definitiva. A EFT me trouxe isto!
Impressionante a quantidade de lixo que podemos jogar fora em poucas horas na prática de EFT. E vamos ficando cada vez mais leves. A vida fica mais arejada, iluminada. De repente me deparo com momentos de serenidade, sentimento que havia esquecido há muito tempo. O equilíbrio vai retornando, paulatinamente. Impressionante mesmo!
Esta impressão não vem apenas da auto-observação, vem também da confirmação de pessoas próximas. Ouço constantemente expressões do tipo: Nossa! Que aconteceu? Você está tão light! Mais bonito... É que a vitalidade volta na medida em que nos trabalhamos com EFT.
E aquele processo demorado e doloroso de tratamentos à base da psicologia, anos a fio, encontrou o que faltava. Nada ficou perdido. Todo o autoconhecimento adquirido foi plenamente usado na prática de EFT. O enorme investimento, de longo prazo, trouxe, finalmente, os frutos desejados: Uma crescente pacificação interior. Voltei a sorrir!
- E agora o que fazer com isto?
- Distribuir o benefício!
Sinceramente não sei, ainda, se quero trabalhar profissionalmente com isto, mas tenho ajudado muita gente a sair de sofrimentos desnecessários. E, olha... Levo um jeito danado para o negócio! Não errei um tiro sequer, geralmente em uma sessão única de EFT. E resolver o problema alheio, via de regra é muito mais fácil do que o nosso. E de quebra vamos ficando mais leves ainda. Assim tem acontecido.
Tenho coletado todas as anotações colhidas durante as sessões e confiro os resultados após dias, semanas e meses movido por pura curiosidade. Os resultados são profundos e definitivos. Recomendo a todos os beneficiários da EFT: Passe adiante! É gratificante.
Permitam-me, apenas, um conselho: Sugiro fazer com simplicidade. Ponha o seu coração e intuição. EFT não é complicado. E esta é a magia. Assim você vai ver muita cara feia ficando bonita.

Sucesso a todos,
Giovanni Pacelli

Informe-se e experimente. Basta coragem e disposição. Comece com coisas simples, tais como fobias. Depois, aventure-se e desvende suas emoções. Juro, se eu lhe contar quem você será depois de algumas sessões de autoaplicação, você não vai acreditar!

Você pode assistir o vídeo abaixo e tantos outros disponíveis na Internet.

Desejo que tenha ótimos resultados!





Olá!

  
Sejam todos bem-vindos ao nosso blog!

Queremos aqui contar um pouco da nossa busca pelo despertar espiritual, o qual envolveu e envolve uma intensa e gratificante "busca por respostas", por meio de muita leitura, palestras, terapias, troca de ideias e, acima de tudo, reflexão pessoal, ou seja: autoconhecimento.

A capacidade de amar incondicionalmente só é adquirida quando sabemos quem somos e porque existimos como Seres Humanos.

E quando nos disponibilizamos a buscar as verdades espirituais, basta pedir com fé inabalável, que inevitavelmente, a resposta será dada, das mais variadas formas, basta ficar atento e permanecer sempre com o coração aberto para que a VERDADE não o pegue de calças curtas.

Conhecer-se, muitas vezes, pode ser bem dolorido (e como!).

Acontece que não nos ensinam isto na escola. Somos programados para acertar na prova somente o que nos é cobrado, sem questionamentos.

Já passou da hora de ACORDAR! Vamos mudar nossa vibração! Vamos desligar a TV e ler um livro, meditar, compartilhar momentos alegres entre amigos afins, entre a família... vamos amar mais! Muito mais! Vamos perdoar, entender, compreender e aceitar. Vamos ser alegres e encarar os desafios de frente, acreditando que nosso futuro já é maravilhoso, lindo, leve e livre!

Esperamos que o conteúdo aqui publicado possa contribuir para a construção do Novo Mundo, que sabemos, já existe.

Grata
Lê Kobus