quarta-feira, 10 de abril de 2013

Lidando com o medo


Jiddu Krishnamurti


Lidando com o medo

A pessoa tem medo da opinião pública, medo de não conseguir, não se realizar, medo de não ter oportunidade; e junto com tudo isto há um extraordinário sentimento de culpa; a pessoa fez uma coisa que não devia ter feito; o sentimento de culpa no próprio ato de fazer; a pessoa é saudável e outros são pobres e doentes; a pessoa tem comida e outros não têm. Quanto mais a mente inquire, penetra, pergunta, maior o sentimento de culpa, ansiedade. O medo é o impulso que busca um Mestre, um guru; o medo é este revestimento de respeitabilidade, que todos amam tão ternamente; ser respeitável. Você se determina a ser corajoso para encarar os eventos da vida, ou meramente racionaliza o medo, ou encontra explicações que darão satisfação à mente que está presa no medo? Como você lida com isto? Liga o rádio, lê um livro, vai a um templo, se prende a algum tipo de dogma, crença? O medo é a energia destrutiva no homem. Ele debilita a mente, distorce o pensamento, leva a todo tipo de teorias extraordinariamente ardilosas e sutis, superstições absurdas, dogmas e crenças. Se você vê que o medo é destrutivo, então como você procede para limpar a mente? Você diz que investigando a causa do medo ficaria livre do medo. É isso? Tentar encobrir a causa e conhecer a causa do medo não elimina o medo. 

- J. Krishnamurti, The Book of Life

quinta-feira, 7 de março de 2013

Eduardo Marinho: o autoconhecimento como ferramenta ideal para conhecer o mundo



 
Eduardo Marinho: o autoconhecimento como
ferramenta ideal para conhecer o mundo

Em Eduardo Marinho, duas características marcantes: a irreverência de um Dom Quixote e o despojamento de um novo São Francisco de Assis que, igual àquele do século XIII, filho de família abastada, decidiu desligar-se dos bens materiais e experimentar o “não ter”; foi assim que, contrariando a própria família, saiu de casa, sem nada, em busca de um real sentido para sua vida.
Ao conviver com os deserdados da sorte e com eles dividir o mesmo abandono e carências, Eduardo Marinho aprendeu com os marginalizados que a dúvida, além de um direito, é uma obrigação; entendeu que aquilo que não pode ser explicado ou não tem classificação somente pode ser percebido e assimilado através da intuição.
Suas opiniões sobre política, sociedade, mídia, religião, economia e cotidiano são colocadas com clareza cristalina e objetividade cortante feito navalha: sem meias palavras ou tentativa de iludir, ou seja, direto na ferida.
As reflexões de Eduardo Marinho, que nasceu em uma tradicional família de classe média e foi educado para ter uma vida convencional, fizeram-no questionar por que nossa sociedade é tão injusta, excludente e hipócrita. Daí, vieram os conflitos, o constrangimento diante da gritante diferença de classes e a sensação de não mais pertencer àquela realidade. O resultado dessa reflexão foi a necessidade de pôr o pé na estrada e fazer o seu caminho de volta, rumo a si mesmo.
E foi assim, através de encontros e desencontros, que Eduardo Marinho convida ao seu eventual interlocutor ao debate sobre questões muito importantes para todos nós, independentemente de classe social ou de posicionamento político-ideológico, pois sua vida é repleta de ensinamentos que, gentilmente, ele concorda em repartir com seus irmãos como quem serve um banquete repleto das mais finas iguarias.
Este é Eduardo Marinho – um questionador! Talvez ele nos apresente apenas perguntas que ferem, que machucam e incomodam, já que as respostas repousam, adormecidas, dentro de cada um de nós.

Colaboração/Texto: Marcelo Henrique (MHP)



Eduardo Marinho estará participando do Encontro Cósmico.
Saiba mais em:
www.encontrocosmico.com.br


No próximo dia 20 de abril, sábado, às 14h, estará acontecendo o 3º Encontro Cósmico, que será realizado no Centro de Convenções de Serra Negra, Rua Nossa Senhora do Rosário s/nº (saída para Lindóia).
Segundo o organizador, o principal objetivo do evento, que contará com a presença de palestrantes de renome nacional, é possibilitar aos presentes o acesso a novas informações no campo da Cosmologia, bem como um mergulho rumo ao autoconhecimento.




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domingo, 3 de março de 2013

Mágoas, Ressentimentos e Críticas não podem fazer parte de um caminho próspero

"DICA"


 

Mágoas, Ressentimentos e Críticas não podem fazer parte de um caminho próspero.

Se você cobra algo dos teus pais ou vive se queixando do seu passado com eles, é momento de pensar: se este fosse o último dia de suas vidas, e você, sabendo disso, como você escreveria uma carta para eles?
Você escreveria uma carta com reclamações, com mágoas, com dizeres de que o passado poderia ter sido melhor ou algo semelhante?
Pense!
Tenho certeza que você diria o que realmente sente dentro de si. Com toda certeza você escreveria e ou diria coisas que seriam do mais puro coração.
A vida é assim!... devemos viver e tratar as pessoas, principalmente os pais, como se hoje fosse o último dia de nossas vidas.
Parar de lamentar o passado e saber compreender os pais é um passo imenso para a prosperidade.
'Se seu filho nem nasceu, você ainda é um filho'. 
Saiba que temos a facilidade de, muitas vezes, julgar nossos pais. Cobramos muito deles e achamos que eles nunca poderiam ou podem errar.
Você já pensou em olhar as coisas boas? Os momentos únicos de alegria, mesmo que sejam lembrados apenas por uma fotografia?... Pense!
E então, já sabe o que vai escrever ou dizer a eles?
Faça seu caminho se tornar mais iluminado.Ter gratidão aos pais é como subir o primeiro degrau da felicidade!
É o momento de agir. Não há outro momento melhor que o agora.
Eu amo meus pais e sei que eles fizeram o melhor para mim diante do conhecimento que tinham.
Paz e Harmonia,
Fabio Ibrahim El Khoury


Dica: www.encontrocosmico.com.br (20/abril/2013 - Serra Negra-SP)


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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

O MELHOR CONSELHO




 
Por que é tão mais fácil enxergar as soluções para os problemas dos outros do que descobrir as respostas para os nossos? É como dirigir um carro. Quando estamos no nosso carro, não podemos vê-lo de verdade. Não enxergamos os insetos nos faróis ou a sujeira nas portas e nas rodas. Mas em todos os outros carros que passam, vemos a sujeira tão clara como o dia.

Quando se trata dos desafios que nossos entes queridos enfrentam, às vezes enxergamos as soluções potenciais, e queremos ajudar a remover a sujeira, para que eles possam ter uma viagem melhor. Quantas vezes você quis dizer a um amigo: “Você não vê que se sair desse relacionamento abusivo, ficará muito mais feliz?” ou “Você tem tentado a mesma tática de negócio durante anos e continua falhando. Você não acha que está na hora de tentar uma abordagem diferente?”.

O problema é que eles estão nos seus próprios carros com seus próprios pontos cegos, incapazes de enxergar o que você enxerga. Então, a reação deles pode ser negativa. Eles podem insistir em que você esteja errado ou podem até se sentir ofendidos.

Os kabalistas ensinam que existem dois pré-requisitos para dar conselhos:

1. Uma pessoa só deve dar conselhos quando solicitada a fazê-lo.
2. O conselho só deve ser dado se puder ser recebido da maneira correta.

Isso significa que devemos nos perguntar o seguinte: ”Será que essa pessoa está pronta para escutar isso? Existe uma maneira de dizer isso sem magoá-la?”, “Será que devo esperar até que ela esteja um melhor estado de espírito?”

Uma das grandes restrições do nosso professor, O Rav, era não dizer aos alunos no que eles precisavam melhorar. O Rav estava em um estado tão elevado de consciência, que via todas as soluções. É claro que, querendo ver seus alunos manifestarem seu potencial pleno, ele desejava compartilhar tudo que via! Mas ao restringir-se, ele nos deu uma coisa muito mais poderosa do que conselho. Ele nos deu a Luz para descobrirmos as respostas sozinhos.

Não importa quanto amemos alguém, nós não podemos travar suas batalhas. O que podemos fazer é dar-lhes Luz. Podemos ser pacientes e amorosos, oferecendo um ombro para que chorem ou um ouvido para escutar quando eles mais precisarem.

Nosso amor pode inspirar muito mais mudança do que qualquer conselho que desejemos transmitir.

Isso não quer dizer que não existam momentos em que uma intervenção não seja necessária ou em que é realmente certo compartilhar ideias que possam ajudar alguém ao longo do seu caminho. Mesmo nesses momentos, é a Luz que compartilhamos que os ajudará a transcenderem seus desafios, não nossas palavras.

Tudo de bom,

Yehuda


www.yehudaberg.com


Contribuição: Alfredo Madeira


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